sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Dicas para poupança energética – Eficiência nas TVs e Computadores



Melhorar a eficiência energética em Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) é o objetivo do programa Polo Positivo. Concebido no âmbito do Plano de Promoção e Eficiência no Consumo de Energia Elétrica 2013-2014, o Polo Positivo abrange várias IPSS espalhadas por todo o país que, no final do ano, notarão o valor reduzido  da sua fatura de eletricidade. Siga os conselhos e informações úteis deste programa e poupe na sua fatura da eletricidade também.


Equipamentos audiovisuais e informáticos
A existência de televisores, computadores, impressoras e similares é um dos vetores de consumo mais comuns. Tal como acontece com os frigoríficos, a potência unitária destes aparelhos é pequena, mas a sua utilização tende a ser constante, tornando-os responsáveis por um consumo importante de energia.


Nos audiovisuais, a tendência atual vai no sentido de um aumento da procura de aparelhos de ecrã cada vez maior e com mais potência, embora tenham também surgido soluções tecnológicas com consumos específicos mais baixos, como as televisões LED. Os televisores novosmjá têm etiqueta energética, e isso deve ser levado em consideração.


Outro progresso é a expansão das “tv box” (descodificador de sinal por cabo), cujo funcionamento está naturalmente associado às televisões e que ficam muitas vezes ligadas para além do seu funcionamento.


O ecrã do computador é, normalmente, o componente que consome mais energia  e quanto maior for, mais energia consumirá. Os ecrãs LCD estão normalmente entre os mais eficientes no mercado, alguns gastando menos de 10 kWh de energia elétrica por ano.

Tenha em atenção nas seguintes dicas para poupar energia na utilização dos equipamentos audiovisuais e informáticos:

• Não deixar os equipamentos em modo de stand-by. Desligue-os completamente sempre que estes não estejam em funcionamento;

• Adquira equipamentos com sistemas de poupança de energia e desligue-os completamente nos casos em que a ausência é superior a 30 minutos;

• Opte por adquirir equipamentos que imprimam os 2 lados do papel;

• Quando utilizar o computador por períodos curtos, desligue somente o ecrã;

• Adquira ecrãs LCD porque estes conseguem poupar em média cerca de 37% de energia em funcionamento e cerca de 40% em modo de espera.

• A proteção do ecrã que mais poupa energia  é a totalmente negra.

• Ligue vários equipamentos informáticos e/ou audiovisuais a uma chaves múltipla com botão on/off. Ao desligar este botão, desliga-se também automaticamente todos os aparelhos, poupando energia.



quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Programa sustentável do Banco do Brasil divulga cartilha para incentivar consumo responsável

Programa Água Brasil auxilia na disseminação de práticas sustentáveis

Com o objetivo de chamar atenção à importância do consumo consciente, o Programa Água Brasil por meio do eixo Cidades Sustentáveis lança a cartilha “Coletas Seletivas em Movimento”. 


Desenvolvido pelo Banco do Brasil, em parceria com WWF- Brasil, Fundação Banco do Brasil e Agência Nacional de Águas, o material traz explicações simples e aprofundadas sobre consumo sustentável, a política nacional de tratamento de resíduos sólidos no Brasil e informações sobre o papel dos catadores no processo de coleta seletiva.

Somando mais de 204 milhões de habitantes no País[1], os brasileiros consomem 50% a mais dos recursos naturais renováveis disponíveis e geram 240.000 toneladas diárias de resíduos. 

No entanto, nem todos os municípios do país contam com a coleta seletiva e os resíduos ainda são enterrados e desperdiçados em aterros ou lançado em lixões a céu aberto, mesmo que já proibidos por lei. 

“Para criar novos padrões de produção, incentivar o consumo sustentável, diminuindo o impacto negativo sobre o meio ambiente, e zelar pela saúde humana, criamos essa cartilha com o objetivo de promover a educação ambiental junto à população”, explica Cristiano Cegana, coordenador do Programa Água Brasil.

A cartilha “Coletas Seletivas em Movimento”, disponível aqui, é um importante instrumento para aprendizado e reflexão das práticas sustentáveis e pode ser utilizada como material didático voltado à educadores, agentes de saúde, agentes comunitários, assistentes sociais, lideranças comunitárias, catadores de materiais recicláveis e empresas no geral. 

No material são estimuladas transformações nos padrões, produção, consumo e coleta.

Felizmente, o assunto de consumo responsável tem ganhado maior visibilidade dos consumidores através de iniciativas como o Programa Água Brasil, fruto da parceria entre Banco do Brasil, WWF-Brasil, Fundação Banco do Brasil e Agência Nacional de Águas, criado para incentivar a preservação da água e dos rios.

[1] IBGE, 2015.
Sobre o Água Brasil
Em 2010, de uma parceria entre Banco do Brasil, Fundação Banco do Brasil, WWF-Brasil e Agência Nacional de Águas surgiu o Água Brasil, um Programa que dissemina práticas sustentáveis nas cinco regiões do País, com projetos em sete bacias hidrográficas e cinco cidades.
Estruturado em quatro eixos de atuação - projetos socioambientais, comunicação e engajamento, mitigação de riscos e novos negócios -, o Programa tem por principal objetivo contribuir para a conservação dos recursos hídricos, garantindo a segurança hídrica e alimentar da população.
O Água Brasil atua no âmbito rural e urbano com projetos voltados para a busca da melhoria da qualidade e da quantidade de oferta de água por meio de boas práticas no campo e, nas cidades, tem o papel de conscientizar a população sobre o consumo responsável, descarte correto dos resíduos e a redução da pegada ecológica, que auxilia também na proteção dos recursos hídricos. 

Por fim, o Programa visa ainda aprimorar a mitigação de riscos socioambientais no processo de análise de riscos do Banco do Brasil, assim como identificar novas oportunidades de negócios sustentáveis.


Autor: FSB Comunicação
Fonte: FSB Comunicação

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Sustentabilidade - Necessidades e Aspirações

O Relatório Brundtland (1987) propôs uma definição para “desenvolvimento sustentável” que é considerada referência até os dias de hoje:

Sustainable development is the
“development which meets the needs of
The present without compromising the ability of
Future generations to meet their own needs.”


Em muitas ocasiões, a palavra “needs” (necessidades) foi criticada, pois é importante considerar que necessidades dependem de uma grande quantidade de fatores. Para muitos, água e alimentos ainda são necessidades não contempladas, enquanto para outros, trocar de celular três, quatro vezes por ano é uma necessidade importante.



Fonte: Esoterikha


É importante considerar que, para além de necessidades, o ser humano possui também aspirações, como também citado no relatório de 1987. 

Abraham Maslow já abordava ambos os conceitos em 1943 em seu artigo “A teoria da motivação humana” e, apesar das críticas posteriores à sua categorização, ele ainda é uma referência importante.


Desde sempre, sabe-se que as diferentes necessidades e, em especial, aspirações, geram diferentes tipos de impactos socioambientais. 

Nesse ponto, vale a pergunta: quais as suas aspirações de vida e, além disso, o que ou quem influencia estas aspirações?


A engenhosidade humana tem se dedicado a elaborar diferentes estratégias que podemos chamar de “criação de aspirações” (ou marketing, se preferir) cada vez melhores. 

O que antes era supérfluo, se torna objeto de desejo. Somado a isso, a comparação com nossos pares nos faz “comprar as ideias”, literalmente. 

Esse ciclo é tão fluído e efêmero que minutos após o consumo já estamos de volta ao início do processo, aspirando mais (e nem sempre, melhor).




Os impactos gerados antes e depois desse momento de compra tem sido chamado tradicionalmente de externalidade, ou seja, um mal necessário frente à grandeza de nossas aspirações e desejos.

Para que esse ciclo seja repensado precisamos de, pelo menos, dois elementos: informação e formação de qualidade (crítica). 

Com esse básico garantido, seremos capazes de compreender quais necessidades e aspirações são realmente legítimas do ponto de vista individual, mas com vistas ao coletivo. 

Considero essa mudança de olhar passo fundamental na direção da sustentabilidade e qualidade de vida.




A escola tem papel central no que tange à informação e formação dos cidadãos do presente e do futuro. Bem formados e informados (ou pelo menos sabendo onde achar informação de qualidade), seremos capazes de rever nossas escolhas e compreender de forma mais complexa e sistêmica as consequências de nossas necessidades e aspirações e onde elas realmente nascem.

Um dos caminhos para tornar essa discussão competente e com contexto na escola é por meio da criação e desenvolvimento de projetos permanentes e continuados em Educação e Sustentabilidade, proposta que tem ganho cada vez mais adeptos entre os educadores brasileiros.

A Educação para a Sustentabilidade opera na direção da “construção de um mundo onde todos têm a oportunidade de se beneficiar de uma educação de qualidade e aprendam os valores, comportamentos e estilos de vida necessários para um futuro sustentável e para uma transformação positiva da sociedade”, segundo a UNESCO. 

Vale lembrar que nesse ano de substituição dos ODM pelos ODS, a Educação para a Sustentabilidade continua protagonista e ganha novo fôlego.




Necessidades e aspirações devem entrar e estar em consonância com a busca pela sustentabilidade em todas as suas vertentes.

Enquanto isso, pense um momento nas suas necessidades e aspirações; onde elas nascem, como te fazem feliz, como afetam os outros e, por fim, como colaboram (ou não) com a melhoria das condições socioambientais para as atuais e futuras gerações.

Escrito  por Edson Grandisoli.

Read more: http://www.autossustentavel.com

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Povos participam de Diálogo sobre Meio Ambiente e Sustentabilidade durante JMPI

Mais que celebração, a festa da diversidade étnica que acontece no I Jogos Mundiais dos Povos Indígenas (JMPI) também é momento para debater e discutir questões que afetam a vida destes povos, como a sustentabilidade ambiental. 


O tema foi debatido em roda de diálogo na manhã desta segunda-feira, 26, no Fórum Social Indígena, na Oca da Sabedoria.

Compuseram a mesa de discussão a bacharel em Direito, Maial Kaiapó, o Maori (etnia originária da Nova Zelândia) Harko Brown, e o mestre em Ciências Ambientais, Tiago Oliveira. Para abrir o debate foi exibido o documentário “Sombra de um Delírio Verde - a realidade do povo Guarany Kayowá”. 

'A demarcação das terras indígenas é fundamental para a sustentabilidade ambiental', é esse o ponto de vista de Maial Kaiapó. Para a advogada os jovens indígenas precisam se envolver nas questões ambientais para assim garantir a preservação de suas comunidades, e diminuir os impactos das mudanças climáticas.

“Quando devastamos a natureza, matamos um pouco da nossa alma. Acredito que esse momento é o certo para planejarmos uma ação eficiente. A demarcação e o respeito à demarcação das terras indígenas ‘é’ fundamental. 

Há uma afronta entre o agronegócio e nossos direitos garantidos. É esse o momento par nos unirmos e fazermos uma política nossa, pois todos os indígenas estão passando por alguma pressão sobre as suas terras, mesmo as demarcadas”, frisou.

Já o Maori Harko Brown explicou que entre o povo da Nova Zelândia, a sustentabilidade está diretamente ligada a preservação dos costumes e jogos tradicionais. “Os nossos jogos são importantes na questão da sustentabilidade pelos elementos naturais que usamos. 

E os Jogos Mundiais estão sendo bons para os Maori demonstrarem seus valores. Estamos tentando sustentar nossa cultura em toda a Nova Zelândia também através dos Jogos”, disse Brow, que fez questão de mostrar os objetos utilizados em alguns jogos  Maori, promovendo um momento de integração e interação entre os presentes.

Debates

Mas, mais que preservação de costumes, para os indígenas brasileiros a sustentabilidade ambiental é uma questão de sobrevivência dos Povos, como foi evidenciado nos debate, após exposição da mesa.

‘Os costumes e valores do homem branco são os responsáveis pela destruição do meio-ambiente’, é esta a visão do indígena Paulinho Payakã, ao explicar que atualmente barrar a Proposta de Emenda 215, a PEC 215, que transfere do Governo Federal para o Congresso Nacional o poder de demarcação das terras indígenas, é um dos grandes desafios dos Povos Indígenas no País. 

“Quem faz a destruição, toda a degradação quem faz é o homem branco. É por isso que somos contra a PEC 215, que vai acabar com o restante da floresta que os índios estão preservando. É a bancada de ruralista que são interessados em aprovar a PEC 215.”

'O progresso, para os Xavantes, não é um inimigo, desde que ocorra com respeito à natureza', foi o que afirmou Jeremias Xavante. “Nós Povo Xavante não somos contra o progresso, desde que seja racional. 

As terras indígenas no Brasil são as únicas que ainda possuem área verde, preservação de mananciais, animais. Mas estamos sofrendo pressão em todas as nossas áreas, é plantação de soja, de algodão. 

O nosso cerrado está sendo destruído aceleradamente. Se não fizermos algo, não vai demorar, a Aldeia Global vai explodir”, ressaltou. 

O consumismo e o desperdício também foram lembrados na ocasião, como afirmou Genilda Cygang. 

“Também é necessário que os povos, indígenas e brancos, olhem para suas pequenas atitudes, evitando o desperdício de insumos naturais e o consumo excessivo. 

Nossas pequenas atitudes, a mudança de comportamento também conta”, frisou. 

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Ações Sustentáveis realizadas pelo SEBRAE - RR nos meses de agosto e setembro de 2015!

Fonte: Sebrae RR




Quantos celulares você já teve até hoje? E quantos você ainda vai terá? 

Uma pesquisa da ONG Consumer Reports apontou que 40% dos usuários de celulares trocam de aparelhos todo ano. O problema é que cada aparelho deixa um legado de mais de 4 mil anos. 

E é desta forma com cada produto que consumimos. 

Então que tal adotarmos novos hábitos? 

Ao comprar, faça a si mesmo as seguintes perguntas: 

• Eu realmente preciso deste produto?

• Qual marca/empresa causa o menor impacto?

• Como descartar corretamente?


Pequenas atitudes geram grandes mudanças!


15 de outubro • Dia do Consumo Consciente


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Ações realizadas entre os dias 06 a 09/10/2015.

 SAÚDE FINANCEIRA X QUALIDADE DE VIDA.






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Palestras: 





























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REGISTROS das AÇÕES SUSTENTAVEIS

 Destinado ao Comitê


Para registrar as ações do Projeto de Sustentabilidade do SEBRAE/RR, no mês de agosto, informamos que não houve repasse de nenhum tipo de material, em virtude do setor de transporte e logística estar com a frota reduzida e locada semanalmente. 


Também estávamos em trâmite de contratação de novas empresas para a terceirização de carros, motoristas e combustíveis. 


No mês de setembro fizemos o repasse de 570 kg de (papel impresso frente e verso, revistas, folders, jornais, caixas de papelões,) para a reciclagem. 


Calcula-se aproximadamente uma carroceira de uma Frontier cheia, conforme se verifica através das fotos abaixo:


ENVIO




ENTREGA





PROCESSAMENTO







PRODUÇÃO FINAL

 



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No mês de setembro fizemos a entrega de 3 baldes com capacidade de 100 litros de: borra de café, chá de erva mate e filtros de papéis utilizados

Foram registrados os locais onde são realizadas a compostagem dos insumos orgânicos entregues, como também, o locais onde são aplicados.



Vale ressaltar ainda que, atualmente estamos enviando os baldes das borras para a compostagem de adubo orgânico à Instituição Filantrópica – Casa de Timóteo no bairro Nova Cidade. Fotos abaixo:



CASA DE TIMÓTEO



     

ENVIO

              



sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Fotógrafo cria série pertubadora para mostrar o que estamos fazendo com o ambiente

Nossas ações têm um impacto no meio ambiente que nós geralmente não vemos, mas sabemos que é impossível ignorar. 

E o continente africano sofre com esses efeitos a cada dia, vendo sua natureza se destruir. Para chamar a atenção para o problema, o fotógrafo Fabrice Monteiro se uniu com a designer de roupas Dously e a ONG Ecofund para criar um impactante ensaio fotográfico que retrata essas mudanças no ambiente.

Chamada de The Prophecy, a série foi fotografada em dez localidades no Senegal e mostra figuras fantasiadas com trajes parcialmente feitos de lixo e detritos que interagem com uma paisagem poluída. As roupas foram construídas com os próprios materiais encontrados no local, o que dá uma ideia da sujeira em que se encontravam os espaços antes das fotografias serem realizadas.

As imagens que você vê abaixo também fazem parte da mostra Africa: Architecture, Culture and Identity, em exibição até o dia 25 de outubro no Louisiana Museum of Modern Art . Vem ver:


prefecia1
profecia2
profecia3
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profecia5
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profecia8
Todas as fotos © Fabrice Monteiro

Fonte: www.hypeness.com.br

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Laços afetivos são estímulo para práticas sustentáveis, revela nova pesquisa do Akatu

akatu-pesquisa








Lançado no Dia do Consumo Consciente (15/10), estudo mostra que há mais adesão a práticas sustentáveis quando há coesão no grupo como na família e na escola. 
Padrões de higiene, comodidade e preço são obstáculos para o consumo consciente.
A necessidade de mudar o jeito de viver para garantir o suficiente, para todos, para sempre define o maior desafio da atuação do Instituto Akatu, que em parceria com outros atores da sociedade busca promover a mudança de comportamento das pessoas, com escala e velocidade, para que adotem estilos sustentáveis de vida. Mas o que acelera essa mudança? 
E o que a dificulta? Estas perguntas nortearam a realização da pesquisa qualitativa inédita “Caminhos para Estilos Sustentáveis de Vida”, lançada na quinta-feira (15/10), Dia do Consumo Consciente.
“Verificamos pela análise das práticas que cada pessoa não se encaixa necessariamente em um único perfil. Dependendo do tema ela pode assumir comportamentos que se encaixam em perfis diferentes”, afirma Helio Mattar, diretor-presidente do Instituto Akatu. 
Ou seja, a mesma pessoa pode ter comportamentos mais engajados, por exemplo, no trato da água e não ter o mesmo cuidado no que se refere ao desperdício de alimentos. “Além disso, a permeabilidade à adoção de práticas sustentáveis não parece estar relacionada a ser mais jovem ou mais velho, rico ou pobre, homem ou mulher, mas sim à crença em uma visão de mundo que se traduz em práticas sustentáveis no cotidiano. 
São os valores adotados e compartilhados por essas pessoas que provocam a mudança. 
Outra conclusão a que chegamos pelo levantamento é que o maior engajamento em práticas sustentáveis acontece onde existe coesão entre o grupo, como ocorre nos núcleos afetivos da família, na escola e entre amigos, especialmente se há figuras inspiradoras daqueles comportamentos e dos valores que a eles correspondem”, analisa Mattar.
O levantamento desvendou gatilhos e barreiras para a mudança de comportamento do consumidor na direção da adoção de práticas sustentáveis. 
Para isso, foram investigadas as práticas cotidianas de consumidores na compra, uso e descarte de produtos em quatro temas: alimentação, roupas, higiene e cuidados pessoais e limpeza da casa. Adicionalmente, hábitos relacionados ao uso de água e energia e à destinação de resíduos foram mapeados transversalmente.
A pesquisa identificou a existência de um espectro de práticas sustentáveis, dentro do qual o perfil das pessoas oscila entre os “Desligados”, aqueles que não adotam nenhuma prática, e os “Engajados”, que as adotam em diferentes graus. 
As descobertas foram feitas a partir da análise dos discursos e dos perfis envolvidos.
“Separar o lixo” foi identificada como sendo frequentemente a primeira prática sustentável das pessoas. 
A sua adoção é um bom indicador de que há disposição de ampliar as atitudes sustentáveis, havendo maior facilidade para introduzir outras práticas. 
Esse indicador pode ser usado para identificar grupos de consumidores com maior potencial para as mudanças de comportamento.
Foi detectado ainda que especialmente as pessoas de perfil mais desligado acabam mudando de comportamento, para não destoar do grupo (por norma social ou lei) ou por incentivo financeiro. 
A dificuldade de mudar hábitos consolidados há muito tempo também apareceu nos discursos, analisados, apenas corroborando uma percepção já reconhecida sobre alteração de comportamentos.
INSUMOS PARA OFERTA DE UM NOVO JEITO DE VIVER
A missão do Instituto Akatu é mobilizar a maior quantidade de atores possível – empresas, governos e sociedade civil – para a transformação de padrões de produção e consumo. 

“Partindo do princípio de que a oferta e o consumo de produtos e serviços podem ser viabilizadores de práticas sustentáveis, esta pesquisa cumpre a missão do Akatu ao fornecer insumos para que as empresas possam aprimorar suas estratégias de comunicação e também sugere caminhos para o desenvolvimento contínuo de produtos e serviços que contribuam com estilos de vida mais saudáveis e com a sustentabilidade da vida no planeta”, conclui Helio Mattar.
SOBRE A PESQUISA
A pesquisa “Caminhos para Estilos Sustentáveis de Vida” é de natureza qualitativa. 
Aliou técnicas combinadas de grupos focais e de laboratório criativo (discurso público) com entrevistas em profundidade no domicílio (discurso privado) na cidade de São Paulo. 

A composição da amostragem foi mista por gênero e perfil demográfico, englobou pessoas das classes A, B e C, acima de 15 anos, participantes ou responsáveis pelas decisões de compra para a casa, envolvendo 50% de “Engajados” e 50% de “Desligados” selecionados segundo o critério de adoção ou não de práticas sustentáveis nos temas: alimentação; consumo de água, energia elétrica e gás; geração e destinação de resíduos em casa e uso de combustível nos veículos da família.
BARREIRAS – O que dificulta a mudança 
A partir da análise do discurso e da prática dos entrevistados foi possível concluir que são barreiras para a mudança de comportamento:

1.    Percepção de desconforto que as escolhas e práticas sustentáveis geram, na medida em que as pessoas tendem a permanecer na sua ‘zona de conforto’ e nas suas práticas habituais, evitando um eventual desconforto causado pela mudança.
2.    Obstáculos físicos encontrados em função de idade, saúde ou condição física, tornam mais difícil a adoção de práticas sustentáveis.
3.    Obstáculos para a adaptação do espaço em ambientes da casa e, em alguns casos, a falta de espaço pode tornar mais difícil a adoção de práticas sustentáveis.
4.    Preço mais alto. A crença de que o que é mais sustentável é mais caro – o que não é necessariamente verdade – atrapalha a mudança.
5.    Valorização da limpeza e higiene na cultura brasileira pode levar à resistência em adotar práticas que envolvam alteração na forma de uso (quantidade e frequência) e a redução do consumo de água, energia elétrica e produtos que atendem a essas finalidades.
6.    Percepção de impotência, isolamento e desconexão diante do tamanho dos problemas ambientais a serem resolvidos – com a sensação de que a atitude individual pode não impactar o todo.
GATILHOS – O que facilita a mudança 
A pesquisa também indicou, a partir da análise do discurso e da prática dos entrevistados, gatilhos que disparam a mudança de comportamento nas pessoas, facilitando a opção por caminhos mais sustentáveis.

1.    Mudar é bom. A mudança é percebida como uma possibilidade de evolução, especialmente se for expressa como uma exemplaridade positiva.
2.    Simplicidade é a máxima sofisticação. Práticas sustentáveis podem ser simples de adotar e tornar a vida mais fácil, podendo ser até mais divertida.
3.    ‘Moeda’ de troca. Toda mudança envolve uma troca ou negociação: abre-se mão de alguma coisa e tem-se um ganho claro e perceptível. É preciso ficar claro o balanço positivo dos impactos reais derivados da mudança de comportamento.
4.    Bom para o bolso. A economia financeira é uma importante moeda de troca e, por si só, um poderoso gatilho.
5.    Praticidade e conforto. Produtos e serviços associados a práticas sustentáveis serão mais atraentes se deixarem claros a praticidade e o conforto na sua utilização.
6.    Toda viagem começa com o primeiro passo. Adotar apenas algumas práticas sustentáveis, mesmo que com pequenos resultados de cada uma, é melhor do que tentar fazer todas e desistir.
7.    Oportunidade de contribuição. Muitas pessoas querem contribuir para um mundo melhor, mas não sabem como. O engajamento individual e a percepção de que a mudança coletiva tem início na contribuição de cada um são oportunidades observadas na adoção de práticas sustentáveis.
8.    Experiência e vivência. A prática é mais inspiradora do que o discurso. As pessoas se motivam ao participar diretamente da criação da mudança e da vivência de seus impactos.
9.    Faço parte de algo maior. Entender que os praticantes são os protagonistas da mudança, que são parte de algo maior e estão interconectados com o coletivo facilita a adoção de práticas sustentáveis.
O conteúdo completo da pesquisa pode ser acessado em: http://bit.ly/estilos-sustentaveis-PA
A pesquisa “Caminhos para Estilos Sustentáveis de Vida – Gatilhos e Barreiras para a Adoção de Práticas Sustentáveis” do Instituto Akatu foi patrocinada pelo Grupo Malwee, Natura, Nestlé e Unilever.